Travel With Me #6 - O Que Comi Em Itália
Olá a todos! Sei que já passou algum tempo desde a minha ultima publicação acerca da minha viagem a Itália, mas com o início das aulas (sim, as minhas começaram no início de setembro, infelizmente) o tempo para passar por cá e escrever tem vindo cada vez a ficar mais reduzido. Ainda assim, finalmente, aqui está a última publicação desta longa "saga"... e nada mais, nada menos, do que sobre comida!
Quem não gosta de uma boa pizza ou de uma boa massa? Especialmente para nós, universitários, são algumas das comidas que mais consumimos ao longo de cada semestre, quer seja pelo seu preço e pela facilidade com que se cozinha, no caso da massa, quer seja pelo conforto que nos dá a comer, no caso da pizza, até porque, na maioria das vezes, esta é-nos entregue em casa. Mas nem só de pizza e massas é feita a gastronomia italiana! Assim sendo, vou falar um pouco desta e, ao mesmo tempo, do que comi em cada dia, tentando acompanhar com fotos tiradas por mim ou da internet.
Antes de mais, parece-me importante falar um pouco sobre as origens da gastronomia italiana e das influências que recebeu, pois inúmeros povos passaram pela Península Itálica e lá deixaram a sua "pegada gastronómica". Um destes, que também nos influenciou bastante (Algarve, algarismo, dizem-vos alguma coisa?), foi o povo árabe. Com este povo, os italianos aprenderam a utilizar o açúcar, a canela, o arroz e a beringela e técnicas de produção de passas e figos secos. Já no séc. XVII, graças à grande época dos descobrimentos, chegaram à Itália produtos como o feijão, o tomate, o milho, o cacau, o rum ou o café. Por fim, na época em que a Itália estava sob o controlo de Napoleão Bonaparte, alguns costumes franceses se entrelaçaram com a gastronomia italiana, tais como a utilização de derivados do leite, como manteiga, ou o sentido estético dos seus pratos. No entanto, tal como em Portugal, também de região para região há inúmeras diferenças nos sabores que predominam, quer devido aos povos que por lá passaram e mais marcas deixaram, quer pela disponibilidade de ingredientes naturais.
Após esta breve introdução histórica, vou, então, começar a falar um pouco acerca do que comi e do que achei.
1 - Pizza
Com que mais poderia começar do que com as famosas pizzas? Surpreendentemente, a pizza tem origens no Antigo Egito, numa massa feita à base de farinha e massa, mas a pizza como a conhecemos atualmente é mesmo obra dos italianos, com a introdução do molho de tomate. A primeira pizza redonda foi feita para homenagear a rainha Margherita e continha ingredientes que retratavam as cores da bandeira italiana: queijo (branco), manjericão (verde) e tomate (vermelho).
O que achei: Pizza é pizza, não há muito que enganar, e eu gosto muito de pizza. No entanto, tinha expetativas muito elevadas e ia em busca de sabores e texturas diferentes daquilo que se encontra em Portugal. Infelizmente, fiquei um pouco desiludida em relação a este aspeto, pois já comi pizzas melhores em Portugal do que estas duas que comi em Itália, a primeira em Milão e a segunda em Florença. Ainda mais, a primeira pecava por um excesso de massa... Até pode haver quem goste, mas, sinceramente, com tanta massa ficou, literalmente, muito "maçuda".
2 - Risotto
O risotto é um prato típido do norte da Itália, mais concretamente da região da Lombardia. A palavra "risotto", no seu sentido literal, significa "pequeno arroz" e, atualmente, podemos encontrar inúmeras variações do mesmo, por exemplo, de cogumelos, de frutos-do-mar, carnes, ... Este prato terá surgido por acidente num casamento, quando um dos cozinheiros deixou cair açafrão em grande quantidade no arroz que estava a preparar. Acidental ou intencionalmente, tudo correu bem e o prato foi aprovado pelos convidados, continuando muito presente na gastronomia italiana até aos dias de hoje.
O que achei: Nunca tinha comido, mas provei o risotto ai funghi, se a memória não me falha, enquanto estive em Florença. Não me arrependi nada de ter provado este prato, pois era mesmo muito bom. Caso volte a Itália, certamente será um dos pratos que mais irei pedir, para experimentar outras variedades do mesmo.
3 - Lasagna
Esta é outra que não surpreende ninguém! Tal como a pizza, a lasanha é extremamente comum cá pelas nossas andanças, ou fresca ou congelada (estou a pensar em ti, lasanha do Lidl!), mas a sua real origem é a Itália. Existem vários tipos de lasanha, de frango, bacalhau ou beringela, por exemplo, mas nenhuma é tão popular como a lasanha à bolonhesa. Por terras italianas, os queijos mais usados na sua confeção são o parmesão e o ricotta, no entanto, para a lasanha à bolonhesa clássica, a escolha recai sobre o Parmigiano Reggiano.
Por curiosidade, a palavra "lasanha" vem de "lasanon", uma palavra grega, que significa "pote de cozinha" e era usada para definir o prato onde se preparava a lasanha.
O que achei: Esta lasanha à bolonhesa que comi era muito boa, como seria de esperar. Claramente, não tem nada a ver com a lasanha congelada do Pingo Doce que em raras ocasiões como. No entanto, ao contrário da opinião geral, acho que, indo a Itália, é preferível apostar noutro tipo de pratos que são menos frequentes em Portugal.
4 - Bistecca alla fiorentina
Tal como o nome indica, este prato é típico da região da Toscânia, particularmente em Florença. A carne é proveniente de vacas da raça italiana Chianina, típica desta região, e é "regada" com vinho Chianti. Curiosamente, o termo "bistecca" é uma aproximação italiana ao inglês "beef-steak".
O que achei: Esta foi, claramente, uma das melhores refeições que fiz durante a minha viagem. Como se pode ver pela imagem, a carne é mal passada, o que para mim é ótimo, pois é como gosto mais de a comer. Era mesmo muito boa, bem temperada e tenra. O único pormenor a apontar é o facto de não ter vindo com acompanhamento. Não sei se seria política do restaurante ou se é comum ser assim, mas apenas tivemos direito à carne sem qualquer outro acompanhamento específico, fosse ele batatas, arroz ou salada. Para acompanhar, comemos pão, já que o cesto deste fazia parte ainda das entradas, mas não foi por isso que a qualidade da refeição diminuiu (pelo menos, para mim, boa carne e bom pão chegam! xD)
5 - Gelatto
Cai aqui um pouco de pára-quedas, mas claro que não poderiam faltar os famosos gelattos! Em cada canto, havia uma gelataria com os mais variadíssimos sabores que se possam imaginar! O que é certo é que esta sobremesa já anda por terras italianas há muitos séculos: no séc. I, já o imperador romano Nero comia gelo de neve das montanhas com cobertura de frutas e, mais tarde, em 1903, Italo Marchioni inventou o cone de bolacha a que estamos habituados nos dias de hoje.
O que achei: Comi gelado em dois sítios: da primeira vez, cereja com stracciatella e, da segunda vez, chocolate e uma mistura de banana, morango e outro fruto. Sem sombra de dúvidas, gostei muito mais do primeiro (é o da foto), essencialmente pelo sabor, que, no fim, deixava vontade de voltar mais tarde para repetir, mas também porque foi servido na quantidade perfeita, ou seja, nem muito nem pouco. Pelo contrário, com o segundo não senti isso. O gelado era bom, simplesmente não tão bom como o outro, e as bolas eram, na minha opinião, exageradamente grandes. Não foram propriamente baratas, daí também a quantidade, para compensar o preço, deduzo, mas foram mesmo demasiado para mim.
6 - Casoncelli alla Bergamasca
O Casoncelli alla Bergamasca é um dos símbolos da gastronomia de Bérgamo e surgiu como uma forma de usar restos de carne bovina e suína. Tipicamente, a massa é recheada com pão, ovo, parmesão, carne picada, salame ou salsicha e é servida com manteiga e sálvia.
O que achei: Confesso que quando vi o prato pela primeira vez não consegui deixar de pensar "gourmet!?" porque o prato em que o casoncelli foi servido era bastante grande para a quantidade de massa que efetivamente continha. No entanto, em termos de quantidade e de satisfação, para mim, a massa foi na quantidade certa, pois nem fiquei com fome nem demasiado cheia. Quanto ao sabor em si, devo dizer que é uma mistura agradável que não é agressiva ao paladar, sendo que o queijo ajuda a fazer uma ligação entre todos os elementos... isto tudo para dizer que gostei mesmo muito, em bom português, "era qualquer coisa"!
7 - Polenta e Osei
Polenta e osei, traduzido à letra para "polenta e andorinhas", é o doce mais típico da gastronomia bergamasca. Trata-se de um bolo recheado com creme de chocolate, manteiga e avelãs. A sua cobertura é feita de maçapão amarelo coberta por cristais de açúcar amarelo. Também os pequenos pássaros no topo deste doce são feitos de maçapão e, depois, cobertos por chocolate. Assim, não é de admirar que este bolo seja mesmo muito doce! Existe à venda com vários tamanhos, agradando, assim, aos mais gulosos e aos que só querem mesmo experimentar um bocadinho!
O que achei: Sou grande fã de doces e sou daquelas pessoas para as quais quanto mais doce, melhor, portanto já será de deduzir que fiquei muito satisfeita. Comi só metade de um de tamanho médio, mas, honestamente, acho que seria capaz de comer um inteiro sem enjoar com a doçura xD
Do que é que gostei mais? Devo confessar que fiquei muito dividida quanto à resposta a esta pergunta. As escolhas óbvias eram a bistecca (como não adorar uma boa carne mal passada?) e os casoncelli. Após muito refletir e tentar recordar os sabores de cada uma, decidi nomear os casoncelli como vencedores! No entanto, a bistecca está em segundo, mas muito próximo do primeiro lugar ;) Portanto, de entre tudo o que comi, estes são os dois pratos que aconselho mesmo muito vivamente a experimentarem e, para quem passar por Bérgamo, a polenta e osei é mesmo um doce que se deve provar, nem que seja no tamanho mais pequeno!
E foi isto! A "saga" viagem a Itália fica por aqui. Espero que o meu testemunho do que vi e comi ajude, no futuro, alguém na sua viagem e que seja tão memorável para si como a minha foi para mim! Até à próxima ;)
Antes de mais, parece-me importante falar um pouco sobre as origens da gastronomia italiana e das influências que recebeu, pois inúmeros povos passaram pela Península Itálica e lá deixaram a sua "pegada gastronómica". Um destes, que também nos influenciou bastante (Algarve, algarismo, dizem-vos alguma coisa?), foi o povo árabe. Com este povo, os italianos aprenderam a utilizar o açúcar, a canela, o arroz e a beringela e técnicas de produção de passas e figos secos. Já no séc. XVII, graças à grande época dos descobrimentos, chegaram à Itália produtos como o feijão, o tomate, o milho, o cacau, o rum ou o café. Por fim, na época em que a Itália estava sob o controlo de Napoleão Bonaparte, alguns costumes franceses se entrelaçaram com a gastronomia italiana, tais como a utilização de derivados do leite, como manteiga, ou o sentido estético dos seus pratos. No entanto, tal como em Portugal, também de região para região há inúmeras diferenças nos sabores que predominam, quer devido aos povos que por lá passaram e mais marcas deixaram, quer pela disponibilidade de ingredientes naturais.
Após esta breve introdução histórica, vou, então, começar a falar um pouco acerca do que comi e do que achei.
1 - Pizza
Com que mais poderia começar do que com as famosas pizzas? Surpreendentemente, a pizza tem origens no Antigo Egito, numa massa feita à base de farinha e massa, mas a pizza como a conhecemos atualmente é mesmo obra dos italianos, com a introdução do molho de tomate. A primeira pizza redonda foi feita para homenagear a rainha Margherita e continha ingredientes que retratavam as cores da bandeira italiana: queijo (branco), manjericão (verde) e tomate (vermelho).
O que achei: Pizza é pizza, não há muito que enganar, e eu gosto muito de pizza. No entanto, tinha expetativas muito elevadas e ia em busca de sabores e texturas diferentes daquilo que se encontra em Portugal. Infelizmente, fiquei um pouco desiludida em relação a este aspeto, pois já comi pizzas melhores em Portugal do que estas duas que comi em Itália, a primeira em Milão e a segunda em Florença. Ainda mais, a primeira pecava por um excesso de massa... Até pode haver quem goste, mas, sinceramente, com tanta massa ficou, literalmente, muito "maçuda".
2 - Risotto
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O que achei: Nunca tinha comido, mas provei o risotto ai funghi, se a memória não me falha, enquanto estive em Florença. Não me arrependi nada de ter provado este prato, pois era mesmo muito bom. Caso volte a Itália, certamente será um dos pratos que mais irei pedir, para experimentar outras variedades do mesmo.
3 - Lasagna
Esta é outra que não surpreende ninguém! Tal como a pizza, a lasanha é extremamente comum cá pelas nossas andanças, ou fresca ou congelada (estou a pensar em ti, lasanha do Lidl!), mas a sua real origem é a Itália. Existem vários tipos de lasanha, de frango, bacalhau ou beringela, por exemplo, mas nenhuma é tão popular como a lasanha à bolonhesa. Por terras italianas, os queijos mais usados na sua confeção são o parmesão e o ricotta, no entanto, para a lasanha à bolonhesa clássica, a escolha recai sobre o Parmigiano Reggiano.
Por curiosidade, a palavra "lasanha" vem de "lasanon", uma palavra grega, que significa "pote de cozinha" e era usada para definir o prato onde se preparava a lasanha.
O que achei: Esta lasanha à bolonhesa que comi era muito boa, como seria de esperar. Claramente, não tem nada a ver com a lasanha congelada do Pingo Doce que em raras ocasiões como. No entanto, ao contrário da opinião geral, acho que, indo a Itália, é preferível apostar noutro tipo de pratos que são menos frequentes em Portugal.
4 - Bistecca alla fiorentina
Tal como o nome indica, este prato é típico da região da Toscânia, particularmente em Florença. A carne é proveniente de vacas da raça italiana Chianina, típica desta região, e é "regada" com vinho Chianti. Curiosamente, o termo "bistecca" é uma aproximação italiana ao inglês "beef-steak".
O que achei: Esta foi, claramente, uma das melhores refeições que fiz durante a minha viagem. Como se pode ver pela imagem, a carne é mal passada, o que para mim é ótimo, pois é como gosto mais de a comer. Era mesmo muito boa, bem temperada e tenra. O único pormenor a apontar é o facto de não ter vindo com acompanhamento. Não sei se seria política do restaurante ou se é comum ser assim, mas apenas tivemos direito à carne sem qualquer outro acompanhamento específico, fosse ele batatas, arroz ou salada. Para acompanhar, comemos pão, já que o cesto deste fazia parte ainda das entradas, mas não foi por isso que a qualidade da refeição diminuiu (pelo menos, para mim, boa carne e bom pão chegam! xD)
5 - Gelatto
Cai aqui um pouco de pára-quedas, mas claro que não poderiam faltar os famosos gelattos! Em cada canto, havia uma gelataria com os mais variadíssimos sabores que se possam imaginar! O que é certo é que esta sobremesa já anda por terras italianas há muitos séculos: no séc. I, já o imperador romano Nero comia gelo de neve das montanhas com cobertura de frutas e, mais tarde, em 1903, Italo Marchioni inventou o cone de bolacha a que estamos habituados nos dias de hoje.
O que achei: Comi gelado em dois sítios: da primeira vez, cereja com stracciatella e, da segunda vez, chocolate e uma mistura de banana, morango e outro fruto. Sem sombra de dúvidas, gostei muito mais do primeiro (é o da foto), essencialmente pelo sabor, que, no fim, deixava vontade de voltar mais tarde para repetir, mas também porque foi servido na quantidade perfeita, ou seja, nem muito nem pouco. Pelo contrário, com o segundo não senti isso. O gelado era bom, simplesmente não tão bom como o outro, e as bolas eram, na minha opinião, exageradamente grandes. Não foram propriamente baratas, daí também a quantidade, para compensar o preço, deduzo, mas foram mesmo demasiado para mim.
6 - Casoncelli alla Bergamasca
O Casoncelli alla Bergamasca é um dos símbolos da gastronomia de Bérgamo e surgiu como uma forma de usar restos de carne bovina e suína. Tipicamente, a massa é recheada com pão, ovo, parmesão, carne picada, salame ou salsicha e é servida com manteiga e sálvia.
O que achei: Confesso que quando vi o prato pela primeira vez não consegui deixar de pensar "gourmet!?" porque o prato em que o casoncelli foi servido era bastante grande para a quantidade de massa que efetivamente continha. No entanto, em termos de quantidade e de satisfação, para mim, a massa foi na quantidade certa, pois nem fiquei com fome nem demasiado cheia. Quanto ao sabor em si, devo dizer que é uma mistura agradável que não é agressiva ao paladar, sendo que o queijo ajuda a fazer uma ligação entre todos os elementos... isto tudo para dizer que gostei mesmo muito, em bom português, "era qualquer coisa"!
7 - Polenta e Osei
Polenta e osei, traduzido à letra para "polenta e andorinhas", é o doce mais típico da gastronomia bergamasca. Trata-se de um bolo recheado com creme de chocolate, manteiga e avelãs. A sua cobertura é feita de maçapão amarelo coberta por cristais de açúcar amarelo. Também os pequenos pássaros no topo deste doce são feitos de maçapão e, depois, cobertos por chocolate. Assim, não é de admirar que este bolo seja mesmo muito doce! Existe à venda com vários tamanhos, agradando, assim, aos mais gulosos e aos que só querem mesmo experimentar um bocadinho!
O que achei: Sou grande fã de doces e sou daquelas pessoas para as quais quanto mais doce, melhor, portanto já será de deduzir que fiquei muito satisfeita. Comi só metade de um de tamanho médio, mas, honestamente, acho que seria capaz de comer um inteiro sem enjoar com a doçura xD
Do que é que gostei mais? Devo confessar que fiquei muito dividida quanto à resposta a esta pergunta. As escolhas óbvias eram a bistecca (como não adorar uma boa carne mal passada?) e os casoncelli. Após muito refletir e tentar recordar os sabores de cada uma, decidi nomear os casoncelli como vencedores! No entanto, a bistecca está em segundo, mas muito próximo do primeiro lugar ;) Portanto, de entre tudo o que comi, estes são os dois pratos que aconselho mesmo muito vivamente a experimentarem e, para quem passar por Bérgamo, a polenta e osei é mesmo um doce que se deve provar, nem que seja no tamanho mais pequeno!
E foi isto! A "saga" viagem a Itália fica por aqui. Espero que o meu testemunho do que vi e comi ajude, no futuro, alguém na sua viagem e que seja tão memorável para si como a minha foi para mim! Até à próxima ;)









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